Nos dias de hoje é importante ao criarmos sites termos o cuidado de os tornar acessíveis a todos os possíveis visitantes. Com isso temos de contar também com visitantes com alguma deficiência tal como a falta de visão, falta de motricidade nos membros superiores etc.
O Rui Cruz publicou um texto que explica como fazer um teste para verificar a acessibilidade de um site.
Material necessário:
Internet Explorer
FireFox
Google Chrone
Color Contrast Analyser 2,2
Leitor de ecrã JAWS ou equivalente
Ampliador de ecrã MAGic ou equivalente
Conhecimentos médios de informática
Passo 1 – A validação do website
A validação automática de um website é uma forma descritiva e puramente técnica de avaliar, do ponto de vista das regras de acessibilidade mais usadas, se o código HTML de um site é correctamente interpretado. No entanto, esta validação não é certa nem definitiva. O google.pt apresenta erros em vários validadores, no entanto está perfeitamente acessível.
A lista de validadores usados neste teste:
http://validator.w3.org – validador do World Wide Web Consortium
http://www.sidar.org/hera/ – validador baseado nas regras WCAG 1.0 que disponibiliza sugestões de código e outras funções além do validador anterior
http://www.acesso.umic.pt/webax/examinator.php – validador alojado no Programa ACESSO da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, I.P.
Passo 2 – Compatibilidade
A compatibilidade é o primeiro passo para a acessibilidade. Isto porque, se for compatível, é um bom passo para ser acessível. Cada browser é diferente à sua maneira. O K-Maleon e o FireFox usam o mesmo “motor”, mas “combustível” diferente. Significa que usando o mesmo rendering, podem apresentar websites de forma diferente.
O mais importante é testar o Internet Explorer e o FireFox no teu site, e prestar atenção às possíveis diferenças no website.
Para uma verificação mais exaustiva, existe um URL que tira print screens dos websites em mais de 50 browsers diferentes, o http://browsershots.org
Os erros mais comuns são o tipo de letra e o uso de flash, que alguns browsers não suportam.
Passo 3 – Os básicos da acessibilidade
Existem para mim 5 regras base que ao olharmos para o site podemos ver se o mesmo é minimamente acessível, sendo elas.
- As imagens terem legenda. Com o IE ou o FireFox, passa o rato por cima da imagem. Se a mesma apresentar legenda ou também conhecido como texto alternativo, este passo está feito. Caso contrário, consulta manuais de HTML para o uso da tag “alt” e “longdesc”.
- O website ser limpo. O website não pode ter banners, ou elementos AJAX que coloquem a visibilidade do texto parcialmente ou totalmente oculta, sempre ou por breves períodos de tempo. A informação é tempo, mas demasiada informação pode-te custar dinheiro.
- Os links são para onde devem ser. Cada link pode ter uma descrição quando passas o rato por cima. Se não tem, consulta o manual HTML para a tag “title”.
- Adeus aos sons. O único som que se deve ouvir, é o do Windows. Sites de música ou com MP3 não devem iniciar automaticamente, bem como sons ao entrar numa página devem ser retirados.
- Formulários e caixas de texto ordem. Como os links, os formulários devem estar ordenados. Se tens Nome, Morada, Telefone e Submeter, é inapropriado se ao usares a tecla TAB vás directamente para o Nome e depois Submeter.
Passo 4 – Agora és tu que experimentas
Por esta altura já verificaste se tudo o que disse anteriormente está mais ou menos aplicável. Agora está na hora de seres tu a experimentar. Instala as versões de demonstração do JAWS e o MAGic que podes encontrar no link acima indicado.
Com o MAGic. Ir ao menu Magnification, e procurares colocar várias configurações. Em seguida, activa a magnificação. O website é visualizado de forma correcta, se por exemplo, seleccionares um padrão de cor cinzento? Tenta outras opções, e confere. Se algo estiver errado, modifica o CSS (ver mais à frente neste guia) ou a cor do texto.
Com o JAWS: No website, usar o TAB para navegares nos links. A ordem dos links faz sentido? Podes também usar a combinação de teclas INSERT+SETA PARA BAIXO para leres o website.
Passo 5 – A cor
A cor é um dos passos fundamentais para um website. Não só para a acessibilidade, nem para a usabilidade. É mais para o bem comum, chamemos-lhe assim.
Se preferires, como eu, podes instalar uma extensão no FireFox, aqui está ela: https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/addon/7313
No caso da página gerada no FireFox ao ser efectuado o teste, se alguma cor aparecer a vermelho, terás que verificar a cor e alterar de acordo com as guidelines de acessibilidade.
Passo 6 – E se tudo resultar…
O teu website está agora preparado para algumas das muitas dificuldades que se encontram na web, dificuldades essas que pessoas que como eu ou possivelmente tu não temos. No entanto, é sempre bom sermos reconhecidos pelo trabalho, quanto muito pelo esforço.
Para isso, afixa no teu site, normalmente no footer, os seguintes selos:
Se o teu wesite passa no http://validator.w3.org/ , usa estes selos: http://www.w3.org/QA/Tools/Icons
Caso contrário, usa o Simbolo da Acessibilidade Web: http://www.acessibilidade.net/web/sawdesc.php
Um obrigado ao Rui Cruz por nos ajudar a tornar o nosso site acessível a todos e por ter permitido a publicação do texto aqui.
Pingback: Como verificar a acessibilidade e usabilidade de um site | diggBlog
Nelson, parabéns pelo artigo!
Está muito completo e informativo e num tema que tem impacto também no desempenho dos sites.
Abraço,
JR
João Rodrigues eu só o transcrevi aqui.
A autoria não é minha.
Ok, eu li que tinha sido escrito por outra pessoa, mas como não visitei o seu site no memmento em que li, pensei que tivesse sido uma outra versão diferente.
Sendo assim, parabéns ao Rui Cruz!
João Rodrigues sem problemas.
Joao Rodrigues obrigado pelos parabéns.
Quase 20% da população portuguesa segundo os Sensos 2001 é portadora de algum tipo de deficiência ou doença, pelo que isto cobre praticamente quase todos (mais ou menos, mas pronto
).
Rui
Rui Cruz não tinha a noção de que a percentagem era tão alta.
Honestamente, também não fazia ideia.
Mas sendo assim, penso que justifica ainda mais uma maior atenção a esta situação.
João exacto.
Ainda é um número significativo de pessoas.